O avanço dos medicamentos agonistas de GLP-1, como Mounjaro, está transformando o tratamento da obesidade no mundo. Estimativas internacionais indicam que o mercado global desses fármacos pode ultrapassar US$ 100 bilhões até o fim da década, impulsionado por um cenário em que mais de 1 bilhão de pessoas vivem com obesidade, segundo a Organização Mundial da Saúde.
A perda de peso mais rápida e consistente tem sido celebrada por pacientes e médicos. Mas um novo movimento começa a aparecer nas consultas dermatológicas: flacidez, perda de contorno facial, alteração na qualidade da pele e redução de massa muscular após o emagrecimento acelerado.
Durante o IMCAS (International Master Course on Aging Science), um dos principais congressos mundiais dedicados à dermatologia, medicina estética e ciência do envelhecimento, realizado em Paris este ano, especialistas discutiram justamente esse novo cenário. Entre os destaques esteve o protocolo GLP1TIGHT®️, desenvolvido pela Fotona.
A técnica propõe uma abordagem complementar com tecnologias não invasivas voltadas ao estímulo de colágeno e melhora do tônus cutâneo em pacientes em uso de GLP-1. “A abordagem utiliza tecnologias a laser que promovem aquecimento controlado nas camadas profundas da pele, estimulando a produção de colágeno e promovendo contração tecidual, sem cirurgia ou tempo prolongado de recuperação”, explica o dermatologista Otávio Macedo, da Clínica Otávio Macedo & Associados.
Isso é importante porque o emagrecimento rápido impacta não apenas o peso, mas a estrutura da pele. “Quando há redução de gordura subcutânea, o suporte facial e corporal muda”, diz o dermatologista Bruno Lages. “A estratégia ideal é atuar de forma preventiva, estimulando o colágeno enquanto o paciente está emagrecendo.”
Em outras palavras, antes de iniciar uma dieta mais restrita ou mesmo tomar os medicamentos que ajudam a perder peso, é possível prevenir a flacidez excessiva, realizando tratamentos que ajudam a melhorar o contorno do corpo e do rosto. “Além desse protocolo do Fotona, há também os tratamentos injetáveis, como ácido hialurônico e bioestimuladores que trazem bons resultados”, afirma a dermatologista Paula Rahal.
Além da perda de gordura, outro ponto de atenção é a redução de massa muscular, comum em processos de emagrecimento acelerado. “A perda de peso não distingue gordura de músculo. Sem estímulo adequado, o paciente pode perder massa magra junto com gordura, o que compromete sustentação corporal e metabolismo”, afirma Otávio Macedo.Por isso, além do estímulo de colágeno, a abordagem inclui tecnologias baseadas em campos eletromagnéticos de alta intensidade, como o CM Slim Supreme Pro, que promovem contrações musculares supramáximas. O objetivo é estimular fibras musculares profundas e contribuir para manutenção e fortalecimento da musculatura durante o processo de emagrecimento. “Preservar músculo é tão importante quanto reduzir gordura. Hoje falamos em emagrecer com qualidade estrutural”, complementa o dermatologista Bruno Lages.
Impacto além da estética
Para a dermatologista Paula Rahal, o fenômeno vai além da aparência. “Perdas abruptas de peso podem influenciar também a saúde capilar e a vitalidade cutânea. Trata-se de um processo sistêmico. A pele precisa de suporte nutricional e estímulo adequado para se reorganizar.”
Segundo ela, o momento inaugura uma nova fase na dermatologia preventiva. “O ideal é tratar a flacidez antes que ela se torne excessiva. Por isso, a proposta é começar junto com o processo de emagrecimento, protegendo pele e músculo desde o início", finaliza a médica.

Sobre Otávio Macedo
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