Na montagem, as três artistas dão vida a homens e mulheres em situações cotidianas marcadas por humor e identificação com o público. Os ingressos estão disponíveis pelo site uhuu.com e na bilheteria do teatro.
Para criar Agora É Que São Elas!, Porchat reuniu textos recém-escritos e outros que, embora tenham sido criados entre 2004 e 2005, mantêm forte conexão com a atualidade.“É um humor de identificação. Há pessoas que se reconhecem nos personagens ou conhecem alguém parecido com eles. São encenações do dia a dia, situações que a gente passa, um comentário que eu achei divertido”, conta o diretor.
Na época em que escreveu os textos, Porchat era estudante da CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), no Rio de Janeiro, e chegou a encenar alguns esquetes ao lado do colega Paulo Gustavo.“Foi muito lindo revisitar esses textos escritos há 20 anos, que eu fiz na escola para o meu colega Paulo Gustavo. E foi bom ver que esse material ainda é atual, funciona e é engraçado. Se estivermos conectados ao que acontece ao nosso redor, vamos entender o Brasil, os costumes e as pessoas que estão à nossa volta”, afirma.
Entre as nove histórias, “Superstição” destaca o reencontro de duas amigas, interpretadas por Maria Clara e Júlia, que não se viam há anos. Enquanto uma acredita cegamente em superstições, a outra é completamente cética.
Já em “Selfie”, Priscila e Maria Clara interpretam um fã que aborda uma famosa atriz em um restaurante. Durante a tentativa de tirar uma foto, o admirador começa a listar defeitos da artista que supostamente idolatra.
O esquete mais recente, “Meu Bebê”, apresenta um casal interpretado por Júlia e Priscila comparando seu filho de oito meses com os filhos de outras amigas, com medo de que o próprio bebê não seja o mais inteligente de todos.
A carioca Maria Clara Gueiros, bailarina, estreou no teatro com Na Cola do Sapateado (1987) e ganhou popularidade na televisão com o humorístico Zorra Total, entre 2004 e 2007.
Também carioca, Júlia Rabello se destacou na internet como integrante do Porta dos Fundos e participou das novelas A Regra do Jogo (2015) e Rock Story (2016).
Já a paulistana Priscila Castello Branco passou pelo teatro dramático em Cenas de uma Execução (2016) e participou das novelas Deus Salve o Rei (2018) e Salve-se Quem Puder (2020). Atualmente, seu foco é o stand-up comedy, com o solo “Tô Quase Lá”.
A primeira temporada da peça conquistou o público. O espetáculo estreou em março de 2024 no Festival de Curitiba, seguiu com quatro meses em cartaz no Teatro dos Quatro, com sessões extras aos sábados, e também realizou temporada com ingressos esgotados em Niterói.

“Quando ele me fez o convite, eu disse: que loucura, Fabio. Anos atrás você me chamou para produzir a peça e agora me convida para atuar. Eu tive o privilégio de ser uma das primeiras pessoas a ouvir a leitura desses textos há 20 anos. Agora é uma responsabilidade fazer isso como atriz.”
Rabello explica que o timing é essencial para o funcionamento do humor.
“Colocamos toda a nossa energia em estar com esse timing muito afiado.”
Para Maria Clara Gueiros, os textos são o principal motor do sucesso.
“Eles vão ficando mais engraçados à medida que a gente vai se apropriando deles. O texto já está tão bem escrito que eu só preciso mudar a musicalidade da interpretação.”
A atriz também destaca a conexão entre o trio no palco.
“Nós três somos muito criativas, então vamos criando. Quando uma faz algo, as outras já entendem e surfam na mesma onda.”
Priscila Castello Branco aponta outro desafio da montagem: a ausência de caracterizações para marcar os personagens.
“Não temos figurinos de caracterização nem troca de roupa. A virada acontece em cena. A improvisação também nasce muito da reação da plateia.”

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