"Nossas Canções" novo EP do Roupa Nova revela individualidade coletiva em faixas inéditas

Há obras que nascem para marcar uma fase. Outras, para eternizar sentimentos. “Nossas Canções”, o novo EP da banda Roupa Nova, é como um manifesto íntimo e coletivo, onde cada integrante traduz sua verdade em música, mas todas se encontram no mesmo destino.

Com lançamento o EP chega como um presente de início de ano. São seis faixas inéditas, compostas individualmente por Cleberson, Kiko, Nando, Serginho, Feghali e Nestares, revelando nuances pessoais que, quando colocadas lado a lado, soam como capítulos diferentes de uma mesma história.

Em “Nossas Canções”, cada faixa revela um universo próprio, mas é na soma de todas elas que se manifesta a essência que sempre definiu o Roupa Nova: a habilidade de reunir diferentes sensibilidades em uma identidade musical única. O primeiro single, “Teu Olhar”, composição de Serginho Herval, retrata um amor transformador que nasce de um simples encontro de olhares, cura feridas e une duas pessoas guiadas pelo destino e pela fé. Na sequência, “O Recado”, escrita pelo baixista Nando, surge como uma homenagem dedicada ao vocalista Paulinho, abordando uma despedida serena, marcada por amor, aceitação e esperança, onde os caminhos se separam, mas o afeto permanece.

O álbum segue com “Ingratidão”, de Ricardo Feghali, que expõe a dor de uma relação em que o cuidado e o amor não são reconhecidos, gerando frustração e injustiça. Já “O Amor é Sempre Assim”, assinada por Cleberson Horsth, traduz a saudade e a ausência de um grande amor, apontando o perdão como caminho para a reconciliação. Em “Uma Paixão”, Kiko fala do surgimento de um sentimento intenso, quando o amor se transforma em certeza e duas vidas passam a caminhar juntas. Encerrando o repertório, “Coisas da Alma”, de Fábio Nestares, celebra um amor simples e verdadeiro, que valoriza o tempo compartilhado, a leveza do cotidiano e os sentimentos mais profundos.

O EP também simboliza o ritmo natural de uma banda que, há 45 anos, se renova sem perder suas raízes. E é nesse encontro entre passado, presente e futuro que o público embarca junto, seja pelas plataformas digitais ou a bordo do navio, onde o mar, mais uma vez, será testemunha de uma nova fase que começa a navegar.

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Claudê Lopes

Baiano de Itiúba, radicado em São Paulo há mais de 30 anos. Jornalista, Pesquisador Musical, Blogueiro, Produtor e Editor de conteúdo, Consultor Musical, Roteirista, Redator e Diretor de programa, Web Designer. @claudelopes70

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