Dores de cabeça e musculares, perda de interesse nas atividades, exaustão física e mental, cansaço constante, irritabilidade, sensação de ineficiência são sintomas típicos de pessoas que sofrem de estresse e burnout (esgotamento profissional). A campanha Janeiro Branco, voltada à conscientização sobre saúde mental e emocional, renova este ano o alerta sobre os impactos e danos causados pelo adoecimento psíquico.
Diferente de dores físicas mensuráveis, os sinais de estresse e sofrimento mental consomem energia gradualmente, minam a motivação e dificultam a realização de tarefas cotidianas. No contexto corporativo, esse desgaste pode ter efeitos diretos na produtividade, engajamento e clima organizacional.
A mentora em Comunicação, especializada em treinamentos corporativos, Anna Licarião explica que é preciso romper com as barreiras que dificultam diálogos saudáveis dentro das empresas e cultivar uma cultura de prevenção.
“O burnout geralmente é confundido com outras doenças porque a pessoa muitas vezes não percebe o que está sentindo. A vergonha e o medo de se expor fazem com que o indivíduo ignore seus sentimentos até um ponto em que não aguenta mais e ‘explode’. ”
O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 192 mil atendimentos em Saúde Mental no primeiro semestre de 2025, um aumento de 20% em relação ao mesmo período de 2023.

Comunicação Assertiva
“Quando a comunicação é passiva, a pessoa se molda às demandas e cresce a frustração. Quando é agressiva, rompe relações. A assertividade dá voz ao colaborador sem ferir o outro, o que contribui para um ambiente mais seguro e menos tenso”, orienta Anna.
Iniciativas que integrem treinamentos de comunicação com ações de saúde mental podem ser um caminho efetivo para empresas e instituições que buscam ambientes mais saudáveis e engajados.
“A comunicação assertiva permite que profissionais expressem opiniões, limites e necessidades de forma clara e respeitosa. Isso reduz ruídos, evita conflitos desnecessários e diminui a carga emocional acumulada, que pode resultar em estresse crônico”.
Especialistas também observam que, apesar de o tema ganhar espaço, ainda existe uma lacuna entre discurso e prática: muitas empresas fazem comunicados sobre bem-estar, mas poucas efetivamente transformam essa narrativa em políticas internas consistentes e mensuráveis.
“Com o Janeiro Branco convidando todos a refletir sobre equilíbrio emocional, a integração entre estratégias de comunicação humana e práticas de cuidado se apresenta como uma abordagem preventiva, e transformadora capaz de impactar tanto indivíduos quanto coletivos”, encerra Anna Licarião.
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