Com rock vintage, “Meu Lugar”, Tuany leva música brasileira a novos cenários

Enquanto explora o mundo com o celular nas mãos e a música sempre na bagagem, a cantora e compositora do ABC Paulista, Tuany, transforma cada passo fora da zona de conforto em arte. Seu novo single, “Meu Lugar”. Como o segundo ato de uma narrativa dividida em quatro partes. Mais do que uma canção, a faixa é o retrato de um momento de expansão, de encontro de seu espaço e pertencimento. O clipe, gravado entre Espanha e Inglaterra durante uma viagem da artista.

“Meu Lugar” é a continuação direta da já disponível “Pássaros”, música lançada anteriormente como o primeiro capítulo do projeto. Se naquela faixa a artista cantava sobre encontrar a si mesma e formar seu próprio bando, agora o movimento é de saída, de exploração. “É sobre descobrir em que cidade você se encaixa, qual casa é seu lar, em que bar o seu bando está”, conta Tuany. A canção carrega o espírito inquieto de quem entendeu que pertencimento também pode ser movimento e que há poesia na busca contínua.

Na sonoridade, o novo single homenageia o rock brasileiro dos anos 60 e 70, com guitarras nostálgicas e harmonias marcantes. “Queríamos trazer esse toque vintage, mas com elementos modernos, como os samplers digitais de percussão no refrão”, revela. Com produção assinada por MaBê (Angorá Music), o resultado é uma faixa que dialoga com o passado sem deixar de olhar para frente.

Expansão
Já a inspiração para a composição surgiu do desejo de expansão, que Tuany traduz como o momento em que a borboleta, já metamorfoseada, decide voar – símbolos presentes na carreira da artista, que tem seu primeiro álbum intitulado “Metamorfose”. “Ela quer encontrar onde ficar, seja temporariamente ou pra sempre”, explica. Esse ciclo de transformação e deslocamento permeia todo o projeto, que aposta em uma construção artística coesa entre som, letra e imagem — e que, ainda assim, se permite ser mutável, como quem muda de país ou de caminho no meio da viagem.

E foi com essa mudança de ares, criatividade e um olhar atento ao que pulsa ao redor que o clipe da canção foi gravado e editado, inteiramente com o celular da artista – como costumam ser as produções de Tuany. O material traz cenas captadas durante uma viagem pela Europa, mesclando ruas, pontos turísticos e estúdios de arte. “Foi tudo feito com a ajuda da minha amiga e artista Camila Sanchéz. Unimos sonhos pessoais e profissionais nesse clipe, que busca traduzir visualmente essa busca por um lugar no mundo”, finaliza



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Claudê Lopes

Baiano de Itiúba, radicado em São Paulo há mais de 30 anos. Jornalista, Pesquisador Musical, Blogueiro, Produtor e Editor de conteúdo, Consultor Musical, Roteirista, Redator e Diretor de programa, Web Designer. @claudelopes70

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