Há artistas que cantam aquilo que o tempo lhes ensinou e há outros que transformam em canção aquilo que escolheram acreditar. É na união desses dois territórios que Sami Rico se posiciona ao apresentar “Último Romântico”, seu novo single e a primeira composição autoral lançada depois de “O Filho da Lenda”, álbum que marcou um capítulo fundamental de sua trajetória ao unir suas próprias criações a uma homenagem à obra e ao legado de seu pai, José Rico.
Artista da Universal Music, Sami chega a este novo momento com uma proposta mais definida, madura e essencialmente sua. Produzida por Gabriel Paschoal, “Último Romântico” amplia seu repertório e revela uma assinatura artística que começa a se consolidar.
A faixa nasce de uma experiência curiosa. Em um camping de composição realizado em Ribeirão Preto, Sami se reuniu com Gui Dias, Ana Neri e Teixeirinha em busca de novas histórias para transformar em letra. O processo, porém, parecia não encontrar seu caminho. Nenhuma música avançava até que, quase como uma resposta ao próprio silêncio criativo, surgiu o single.
Essa escolha encontra respaldo na própria vida do cantor. Há três anos, Sami vive um relacionamento com Ju, experiência que ele apresenta como uma relação construída com leveza, companheirismo e descoberta diária. Não se trata de uma narrativa criada à distância, mas de uma realidade que atravessa sua interpretação e confere verdade ao que ele canta.
Embora o compromisso entre homem e mulher esteja no centro da composição, para Sami o amor é uma experiência plural: está na família, na amizade, no contato com os animais, na fé, no cuidado e vínculos genuínos. O romance é o ponto de partida e, o sentimento, o destino.
Depois de um trabalho profundamente ligado à sua origem e à responsabilidade de carregar um dos sobrenomes mais emblemáticos da história da música sertaneja, Sami começa a apresentar, com maior nitidez, o artista que existe para além de sua herança.
A escolha de uma letra autoral como primeiro lançamento dessa nova etapa não é casual. Sami quer imprimir personalidade ao repertório, aproximando sua trajetória daquilo que efetivamente gosta. Há, nessa decisão, uma busca por autenticidade: encontrar sonoridade e discurso capazes de estabelecer uma conexão imediata entre o homem, o intérprete e aquilo que ele deseja representar.
Mas havia um elemento de risco. “Último Romântico” ainda era uma novidade quando Sami decidiu apresentá-la diante de uma multidão. A reação do público seria imprevisível. A resposta veio rapidamente: já na segunda passagem da faixa, a plateia acompanhava a letra e cantava junto. Aquele momento tornou-se parte essencial do enredo da canção. A reação espontânea revelou algo que nenhum planejamento de estúdio seria capaz de produzir: a identificação imediata entre uma história particular e um sentimento coletivo.
Seu propósito é tornar-se um grande formador e transformador de casais, alguém capaz de estimular encontros, inspirar atitudes e devolver valor às narrativas que resistem por meio daquilo que conhece melhor: a música - que para Sami Rico, é sentimento. E, se o sentimento pode transformar pessoas, aproximar e reconstruir vínculos, ele quer fazer dessa capacidade a sua marca.
Depois de olhar para o passado em “O Filho da Lenda”, Sami Rico abre agora as portas de seu futuro. E escolhe fazê-lo de peito aberto, ao lado daqueles que ainda acreditam que, no amor, assim como na música, algumas histórias merecem durar para sempre.
https://youtu.be/Kh98mVKd5eo
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