Na última sexta-feira (28), A Justiça de São Paulo decretou a falência de 33 empresas do Grupo Ricoy, que atua no varejo alimentar com as bandeiras Ricoy e Vencedor Atacadista. A decisão converte a recuperação judicial iniciada em novembro de 2025 após a rejeição do plano de reestruturação pelos credores da Classe III.
Uma proposta alternativa também não avançou por reunir o apoio de apenas 0,185% dos créditos presentes na assembleia, abaixo dos 35% exigidos para votação. A rede acumula cerca de R$ 461 milhões em dívidas sujeitas ao processo, distribuídas entre mais de 4,6 mil credores.
Com mais de 40 anos de atuação, o grupo atribuiu a crise ao avanço dos atacarejos e das grandes redes no mercado paulista, à redução das margens, aos impactos fiscais da incorporação do Grupo Russi e à alta dos juros e do custo do capital de giro. Na abertura da recuperação judicial, 33 lojas estavam em funcionamento, mas a operação já faturava abaixo do ponto de equilíbrio mensal, estimado em R$ 45 milhões. Ao longo do processo, 19 unidades encerraram as atividades e a empresa deixou de entregar documentos financeiros, contábeis e trabalhistas à administradora judicial em fevereiro de 2026.
Com a falência, contas, veículos e imóveis das empresas serão bloqueados, enquanto a Vivante ficará responsável por arrecadar e avaliar os bens para pagamento dos credores. A decisão não determina o fechamento imediato de lojas específicas, mas o destino dos pontos comerciais e dos ativos remanescentes será definido durante o processo de liquidação.
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